terça-feira, 27 de agosto de 2013

Pequenas de bons negócios

As pequenas empresas, indiscutivelmente, geram importantes dividendos econômicos e sociais para o Brasil. Somadas, são responsáveis pela maioria dos postos de trabalho e das oportunidades de geração de renda. São, em consequência, destacadas agentes de distribuição de renda, combate à pobreza e de estímulo à formalização de negócios e de contratos de trabalho. Pequenas empresas que, de fato, geram grandes negócios!



Segundo o Ranking Municipal do Empreendedorismo no Brasil, elaborado com base no Censo pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as pequenas empresas representam 99% das empresas do país e são responsáveis por 51% de todos empregos existentes. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) afirma que elas contribuem com 39,7% da renda do trabalho. Quanto a seu potencial de geração de riqueza, estima-se algo em torno de 20% de participação no Produto Interno Bruto (PIB). O decisivo apoio às pequenas empresas pode constituir, portanto, uma das mais eficientes alternativas para o desenvolvimento do Brasil!

Considerada tal importância, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) criou e faz funcionar já há alguns anos o Conselho Temático da Micro e Pequena Empresa (COMPEM), órgão consultivo de sua Diretoria. O Conselho é formado por 30 membros, dentre representantes de Federações de Indústrias e de Associações Nacionais Setoriais. Em síntese, “debate e formula propostas de políticas de incentivo à Expansão dos pequenos empreendimentos. Faz estudos e propõe estratégias para ajudar as micros e pequenas empresas a investir em inovação tecnológica, capacitação empresarial e acesso ao mercado internacional”.

No próximo 26 de agosto, segunda-feira, assumirei a presidência do COMPEM/CNI. Mais uma boa tarefa em torno das muitas lutas que permeiam o universo das micro e pequenas empresas. A CNI, por meio de seu Presidente, Robson Braga, Diretores e do COMPEM, através do destacado trabalho de Lucas Izoton e de todos os seus membros, tem atuado decisivamente em defesa dos legítimos interesses dos pequenos empreendedores e de suas empresas. As lutas em torno do tema são muitas, todavia, o apoio desejado pode ser resumido em poucos tópicos: simplificação de processos de licenciamento; desburocratização; acesso facilitado ao crédito; compras governamentais e acesso a novos mercados; estímulo à inovação e justa tributação. Não é muito para um grupo de empresas que representa, no Brasil, a mais significativa parcela das iniciativas empresariais.

O fortalecimento das pequenas empresas deve ser, portanto, pauta prioritária dos Governos e Sociedade que, neste contexto, pode inserir a informalidade como desafio comum a todos nós. Apenas para ilustrar, menciono o Índice de Economia Subterrânea do Brasil, calculado pela FGV/ETCO, que estima em mais de R$ 730 bilhões o montante movimentado em 2012 pelas atividades que atuam à margem da lei, com as implicações consequentes em todas as áreas da Sociedade e da gestão pública.

Enfim, o mais rápido e eficiente caminho para o desenvolvimento, pelas razões expostas e por tantas outras, é a aposta firme e decidida em torno das pequenas empresas, causa singular que tem pautado minha atuação na FIERN e me motiva, com o apoio de outros muitos comprometidos companheiros, a dar continuidade à boa atuação do COMPEM/CNI. 

Fonte: Tribuna do Norte - RN
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